quinta-feira, 26 de abril de 2018

Projeto Semana do Alfabeto: porque explorar o alfabeto é ir além de afixá-lo nas paredes





A palavra brincar geralmente nos remete a uma interpretação do oposto à coisa séria, o oposto às tarefas de mundo adulto. Mas seriam dois mundos opostos? O mundo da criança onde predominam a ilusão, a fantasia, a lógica dos desejos e a necessidade que promete  satisfazê-las: e o outro,  o mundo do adulto, regido pela realidade da razão, pela lógica real, pelo mundo da verdade.

Até quando vamos continuar dizendo que brincadeira é coisa séria? Esta dualidade, o mundo da criança (da lógica dos desejos) versus o mundo dos adultos (da lógica da razão), pode continuar existindo. 




Também quando se fala “pare de brincadeira”, pode-se estar referindo a alguma fala ou ação lúdica. Provavelmente engraçada, que parece separar o sujeito daquilo que quer fazer, como se as brincadeiras infantis não tivessem seus propósitos e não fossem coordenadas por uma lógica real.


Não existe brincar sem organização e sem motivo. A situação imaginária tem uma lógica, mesmo não sendo formal, previamente estabelecida. Piaget e Vygotsky (1972) informam que, no jogo e no brincar, a criança consegue submeter-se às regras como fonte de prazer. Esse autocontrole interno sobre o conflito, entre o seu desejo e a regra da brincadeira, é uma aquisição básica para o nível de sua ação real e para a modalidade adulta futura.


Nessa perspectiva, as professoras dos primeiros anos do ensino fundamental Andreia Kriegel, Elen Roberta Welp e Cinira Nunes Pavani propuseram atividades que tornaram o cotidiano da sala de aula mais emocionante e significativo, e buscaram propiciar às crianças aprender brincando.



















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